quinta-feira, 7 de julho de 2011

...Delete.


Eu espero sobreviver,
E dissolver todo esse acontecer
Viver, Repartir, Sumir.
Induzir e Reprimir
Este teu cego existir.

Não a onde se compare
Sua mão pesada,
Apunhala, e arde...
Partindo em pedaços a voz da razão.

Palavras duras, batem a minha porta
Invadem em cheio meu coração,
Deve ser esta a questão
Pela qual, no fundo
Eu tenha entregado, este ávido segredo,

E não o percebi...
Esta existente
Percepção confusa,
Deste mundo estéril.

Só a causar, meios maléficos.
Ou seria isto, proposital?
Acredito até que, acharias falta,
Se estes teus bens, 
Sumissem daqui...

Quem mais depois,
Irias persuadir?
Quem dera eu, poder partir...
Ainda espero, uma hora

Te veres sorrir.
Sem estas armas,
E lembranças
Que ainda insiste
Em perseguir...


 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Soledade.


E, em algum momento
Devagar
Te vejo de longe
Sinto a emoção pulsar
Meu sangue a irrigar
Estas veias
Que por ti
Chegam a arrepiar-se
De tanto, desejar-te
Não me lembro
Em qual dia
Em que ocasional passagem
Meus dias iguais
Tão automaticos
Feito as máquinas atuais
Te vejo, em paz
Tão serena...
Em tua bela face, suprema.
Este seu ardente olhar
Chega a me pertubar
Falta-me o ar...
Então, chego a prosseguir
Meu devaneio
É te sentir...
A ouvir tua voz
Tão doce
Quanto um falsete
De sua maestria
Tão solene
Como as mais belas
Toadas
Que por ti cantadas 
Como a lua
Em noite escura
Vejo o brilho se acender

Por ti, em meus dias...
Sorrir, ao te ver,
Por ti, em meus sonhos...
De amor,
Morrer.. !
 




quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Anjo Banido.


Queria o mundo, a vida, o céu
Entrelaçados num cordel
Benevolente, e Sapiente
Era acima de qualquer questão
Mas existia um ponto, de insegurança
Naquela sua, imaginação
Que nunca partiu
Derrepente, teus olhos o enganam
E em cheio o atingiu 
Mas como?
Oh mórbida razão!
Que em tão relevante opinião
Julgava não ter, coração?
E tal estado de combustão
Em que arde, e queima
E não há mais solução
Onde existia tal sinceridade
Hoje, tomada pela austeridade
Em seu sóbrio mundo
Ninguém parece, conseguir alcançar
Muitos tentaram
Mais ao machucar, ferir
Valerá por tal risco passar?
Chego a surtar
Não à como passar
Por caminhos de vidros
E espinhos...
Em tal condição
Esta pretenção
Eu prefiro banir
E em um mundo paralelo
Eu prefiro ficar
E fugir...
Quem sabe, neste mundo
De solidão
Eu reencontre a minha salvação!
Meu triste e frígido
Caminho
Pelas vias tortuosas
Da libertação!






terça-feira, 24 de maio de 2011

Calcário!



Cair no bálsamo 
Do esquecimento
Em que lágrimas
Derreti
O meu tormento.
 Com pedras
Reconstruo,
 
Meu vão coração. 
E logo, tudo 
Se tornará bem.
Aprenda,
Ame a si próprio,
E tudo o que só
Lhe faz bem!!.



Saída.,


Escrevo, pra distrair o meu tormento
E qualquer coisa vai se desfazendo, ao vento
Como uma fogueira ardente, e em chamas
Vai se perdendo...

E como a mais bela dama, que porém
O tempo,
Não costuma dar mais tempo
A quem pede um tempo.

E eu, espero pelo que virá
E o amanhã, tão incerto está
Olho naquela vaga direção
Onde não vejo mais, um coração.

Em algum lugar recôndito deve estar
Quem sabe, algo o voltará a viver
Mais não simplesmente
De quem quiser, só o ver.

E enquanto isso, continuo
E escrevo
À liberar, meu sofrimento
E meu breve alento...

Não são dias iguais, que me tornaram assim
Mais prefiro esconder
Coisas que até posso
Mais nem sei dizer.

E assim vivo, sobre a frieza de meu ser
E volto a escrever
Como a mais gélida nevasca
Em meus sonhos, me perder...

Talvez um dia, eu redescubra
O que é o verão
Talvez um dia eu me lembre
O que é ter um coração! 


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Muros e Pontes.


Já fui mais triste, por me esconder em meio a versos sombrios
Por não saber me dar de fato com o medo de meu ato
Mais sabes , ja me sinto farto
E demasiadamente exausto
Nesta extrema penúria, de meu ser.
Entender, ao que decorrer
Quando encontro muros, ao invés, de pontes...
E ao seguir em frente, existem curvas
E existem precipícios
Ao caminho deste meu martírio.

Já não sei mais, quem engana a quem
Se minha alma a profanar o teu viver
Se teu espírito a corromper o meu saber.

Já me mantive mais fechado
Por não abrir as janelas, que me levavam ao entendimento
Da conjunção...
Mas veio uma mera ventania, e logo
Se tornaste em furacão
Destruindo as muralhas de pedra, de meu coração
Em que acreditava eu...
- Nada a venceria...
Porém, chega a tormenta ao seu fim, e agora
Por doloroso suplício, me vejo passar...

Ao me banhar, sobre as águas, do esquecimento
Que são tão frias, e amargas
E ja não se resta mais nada.

Já fui mais triste, mais hoje
Lembro que a felicidade ainda existe.
Espantoso é a quem saber
Que por de trás deste dizer
Um mundo inteiro ja se definhou.
Porém, eu ouço quieta, o belo alvorecer
E ele vem me dizer...
- Que esta é a vida, e ela é feita
Pra se vencer !!
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Reflexo{e}s.


Como flashs em minha memória, 
Mil palavras se cruzam ao vento 
Anseios vibrantes, medos repugnantes, 
Posso ouvi-lo, não posso senti-lo...
 
Vivendo sob o contraste, 

De um universo paralelo 
Aprendo a lidar com ele, 
Observo o mundo através de um espelho.
 
Tudo é tão gritante, 
Não existe vida, a sonhos enterrados. 
Tudo é tão claro, 
Mais ainda sim, não posso enxergar...
 
Vosso bem estar 
É o mais importante, 
É o que me importa, 
És minha vida.
 
Então pague-me sua divida, 
Fasendo apenas, um imenso nada. 
Mostre-me todas as mentiras, 
Destrua todas as verdades. 

Pegue este gelo, 
Se afaste do fogo, 
Engula o rancor, 
Saboreie a dor!
 
Gritas por dentro, 
És permitido... 
E quaisquer choro 
Serás banido.

E depois de um longo tempo 

Do alto de seu castelo 
Percebe-se quanto tempo,  
Se foi perdido, pra construí-lo,
 

E suas cicatrizes 
O seguiram, por todo o sempre. 
E ao fim de tudo, acharás que foi certo,
E bom...


Quando te pedi, encarecidamente, 
Que me agradecesse...
... Por sua vida!!